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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Arte | Como os artistas usam a cor

Na Natureza e na arte, a cor produz um efeito profundo sobre o observador. Os artistas podem escolher usar a cor de forma naturalista - reproduzir as cores que viram numa paisagem, por exemplo. Está convencionado que a relva é verde e a água azul, mas um exame atento revela que são constituídas por várias cores diferentes.

Contudo, os artistas não têm de imitar as cores que vêem no mundo físico. Tanto na pintura figurativa como na pintura abstracta, a cor pode ser usada pela sua beleza decorativa, para criar um estado de espírito, para expressar ou despertar uma emoção. Pode também ser usada simbolicamente.






Experimentar Emoções


Expressões como "ver tudo negro" ou "futuro cor-de-rosa" surgiram porque a cor tem um efeito emocional independentemente do tema do quadro. Para Wassily Kandinsky, um dos grandes nomes da arte abstracta, os artistas deviam usar a forma e a cor não para copiar objectos, mas sim para exprimir emoções e despertar sentimentos no observador. Não são as cores primárias e terciárias, como o castanho, que é uma mistura de cores secundárias e primárias, também afectam o observador, embora de forma mais subtil.


Improviso 19, Wassily Kandinsky, 1911
Esta composição está dividida de modo que o lado esquerdo se refira à vida terrena e o direito à vida espiritual. O lado direito é dominado pelo "celeste" e "tranquilo" azul.



Criar Impacto


As cores que estão próximas umas das outras no círculo cromático harmonizam-se quando o artista as coloca lado a lado num quadro. Para o efeito oposto, destacar uma cor, o artista pode usar cores complementares. Os impressionistas e os artistas modernos exploram de forma deliberada o impacto visual das cores opostas, mas os pintores já aplicavam instintivamente as complementares séculos antes de a teoria ser conhecida.



Argenteuil, Claude Monet, c. 1872-75

O brilho sempre diferente da luz sobre a água fascinava Monet, que usou a teoria de Chevreul (Roda das Cores) para recriar o que via. Desafiou a convenção das folhas verdes e do céu azul, preferindo pintar as cores que via, incluindo sombras vivamente coloridas.




Distância



Um dos modos pelos quais o artista cria a ilusão de espaço numa tela plana é a perspectiva aérea (ou atmosférica). Os objectos distantes surgem cada vez mais claros e azuis, porque os comprimentos de onda menores atravessam a atmosfera mais facilmente. Os artistas podem aplicar esse princípio usando azuis e cinzentos para dar profundidade às paisagens. Também resulta para transmitir a ideia de distância em espaços mais fechados.



The Fighting Temeraire, William Turner,1775-1851

Na paisagem, Turner explora a tensão oposta das cores quentes e frias. Os dourados quentes do primeiro plano avançam e os azuis enevoados recuam rumo ao horizonte.





, auxíliado por Grande Enciclopédia da Arte, Civilização Editores, lda.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Livros | O Santuário Perdido


Título: O Santuario Perdido


Autor: Raymond Khoury


Editora: Editorial Presença


Sinopse: Nápoles, Novembro de 1749: um homem é atacado a meio da noite por estar na posse de um segredo que consumiu toda a sua vida. Bagdade, Abril de 2003: um batalhão do exército norte-americano descobre um cenário macabro na cave de um homem conhecido por hakeem, o médico. Sul do Líbano, Outubro de 2006: a arqueóloga Evelyn Bishop é raptada pouco depois de ter visto as fotos de uma série de valiosas antiguidades. Qual a ligação entre estes acontecimentos? Num ritmo febril e ambicioso, Raymond Khoury traz-nos um thriller repleto de acção e referências históricas que constituirá uma leitura empolgante.

,in www.presenca.pt


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Livros | As Virgens de Vivaldi



Título: As Virgens de Vivaldi


Autor: Barbara Quick


Editora: Editorial Presença


Sinopse: As Virgens de Vivaldi traz-nos a Veneza barroca, esplendorosa e decadente, de inícios Setecentos, la Sereníssima, num fresco luminoso e negro de uma sociedade marcada pela festividade exuberante do espírito carnavalesco e pelo peso castrador de uma mentalidade arreigadamente puritana. E é através do olhar de Anna Maria - uma das muitas jovens acolhidas pelo Ospedale della Pietà, virtuosa do violino e aluna predilecta do grande maestro Vivaldi - que podemos observar esse fresco, que ficamos a conhecer a sua fascinante história de vida, o quotidiano dentro das paredes do Ospedale, as intrigas da Veneza do século XVIII e um pouco do legado musical e da vida do próprio Vivaldi.

sábado, 25 de setembro de 2010

Arte | Alexa Meade


Hoje o Arte ou Livros dá destaque a uma artista de Washington, que através de uma junção de técnicas e meios artísticos desenvolve um novo conceito de obra de arte.


Alexa Meade, de 23 anos, desenvolve uma técnica maioritariamente através de acrílicos que faz cenários e intervenientes de três dimensões parecerem de duas dimensões.
Autenticas pinturas vivas, as imagens captadas por Alexa transformam-se em espectaculares pinturas expressionistas contemporâneas.
Licenciada em Ciência Política, em 2008 fez parte da equipa de imprensa da campanha de Barack Obama. Ao contrário do que possa parecer, só há pouco mais de um ano, quando terminou de estudar, é que despertou para a sua paixão artística.


Para uma apresentação do portefólio desta artista inspiradora, dêem uma lavagem ao vosso espírito e sensibilidade à cor e à vida através das suas obras.




















http://www.alexameade.com/

www.facebook.com/alexameade

Livros | O Segredo de Copérnico

Título: O Segredo de Copérnico

Autor: Jean-Pierre Luminet

Editora: Editorial Presença

Sinopse:

Sob a forma de uma biografia romanesca, O Segredo de Copérnico permite-nos descobrir aspectos da pessoa que se esconde por trás da figura deste extraordinário pensador e da sua vida. No início do século XVI, em Cracóvia, Copérnico vive numa época controversa, exercendo as suas múltiplas funções de astrólogo, médico e de homem da Igreja. Ainda assim, Copérnico prossegue as suas investigações sobre a organização do Cosmos, tal como a haviam estabelecido Ptolomeu e Aristóteles séculos antes, derrubando-a e colocando o Sol no centro do nosso Universo. Este romance pinta com forte colorido uma época de grandes mudanças, iluminando os debates teológicos e científicos de então.

,in www.presenca.pt

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Livros | A Elegância do Ouriço


Sinopse: Este romance a duas vozes alternadas decorre num edifício situado num bairro rico de Paris e habitado por uma burguesia rica e snobe. Renée é uma porteira de 54 anos, cultíssima e autodidacta. Porém esconde-se por detrás da figura humilde que todos esperam ver numa porteira e fá-lo com um humor satírico. Paloma é uma adolescente superdotada de 12 anos, intensamente consciente da vacuidade do destino que a espera. Também ela se esforça por esconder a sua inteligência e o olhar demasiado lúcido com que encara sobre o mundo e a elite a que pertence. Esta jovem decidiu suicidar-se no dia em que completasse treze anos. Mas tudo isso mudará com a chegada de um japonês, o senhor Ozu...

Título: A Elegância do Ouriço
Autor: Muriel Barbery
Editora: Editorial Presença


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Arte | Escultura

Os escultores talham materiais duros, como pedra, madeira ou marfim, e modelam materiais moles como barro, com o qual constroem formas em vez de as escavar. Nas esculturas de metal, este é fundido ou soldado. As esculturas em edíficios são relevos - o que significa que se projectam mais (alto-relevo) ou menos (baixo-relevo) a partir do fundo. No passado, o relevo era usado em túmulos, sarcófagos e portas de bronze, contando histórias a três dimensões.

Pedra

O mármore (rocha formada pela recristalização do calcário) e a pedra são muito duros e esculpi-los é fisicamente difícil. Talvez seja por isso que as primeiras estátuas eram estelizadas - mais fáceis de esculpir do que uma obra realista. Os escultores actuais usam as mesmas ferramentas que se usavam no tempo de Miguel Ângelo: cinzéis lisos ou dentados, perfuradoras para abrir sulcos e buracos, martelos e escopros para àreas como as axilas.




O Êxtase de Santa Teresa, Gian Lorenzo Bernini





Noah Binh, (mármore e ardósia), Jean Campiche, 2003



http://www.jeancampiche.com/




Madeira

Tal como a pedra, a madeira é talhada, embora seja menos dura e portanto mais fácil de trabalhar. Algumas madeiras, como a de tília, são particularmente macias e podem ser esculpidas com grande detalhe, daí a popularidade da escultura em tília por volta de 1500 na Alemanha, onde era usada em retábulos. A nogueira e o carvalho são mais díficeis de trabalhar mas resistem melhor à humidade.



William Ricketts





Livio De Marchi, http://www.liviodemarchi.com/





Livio De Marchi



Livio de Marchi





Bronze

As esculturas de bronze, uma liga de cobre e estanho, são em geral criadas a partir da técnica de molde perdido, cujo princípio é o mesmo da obtenção de cubos de gelo. O bronze é fundido e adquire a forma do molde. A partir do século XVIII o molde passou a ter várias secções (os acelos) para poder ser reutilizado depois de removido. Até então, para retirar o molde era preciso parti-lo, portanto cada molde só produzia uma peça.





Henry Moore





Henry Moore



Técnica do Molde Perdido

Para executar um bronze, o escultor faz um modelo da forma desejada. Por meio do método do modelo perdido, o modelo é revestido de cera e depois coberto de gesso. A cera é substituída por bronze fundido. Depois de o bronze solidificar, o molde de gesso é partido. A obra de bronze obtida pode ser alisada e polida.





, auxíliado por Grande Enciclopédia de Arte, Civilização Editores,lda.